Km 50
Janeiro 4, 2021 · 1 min leitura
Houve algumas pedras no caminho,
umas quantas quedas até,
subidas mais íngremes,
atalhos incertos,
veredas estreitas e labirínticas.
Mas também houve planícies verdejantes,
vales encantados,
paisagens de cortar a respiração,
montanhas a perder de vista.
E houve, também, borboletas breves no estômago
E pássaros verdes que abriram horizontes de esperança no peito
E flores, muitas, algumas eternas, mas todas coloridas e perfumadas.
E hoje, tal como ontem,
de braços abertos à vida,
insisto na certeza de que caminhar é tudo o que resta e importa.
Texto escrito em 27-04-2015, por altura do meu 50.º aniversário e extamente um mês depois de perder o meu pai.